Esse post faz parte de uma série. Para ver a primeira parte clique aqui.

Um belo dia no Guarujá

Um belo dia no Guarujá

Depois da viagem mais doida que eu já fiz, enfim chegamos a casa da praia. Óbvio que a maioria do pessoal já estava lá. Abri uma Bohemia gelada pra relaxar, tomei um banhão pra tirar a inhaca e tava pronto pra farra!

Day 01 – Sexta Feira

Bebi até as três da manhã e nesse dia eu não fiz nada demais a não ser ganhar uma partida de truco e cair na piscina.

Quem mandou bem foi o meu parceiro de truco que foi manobrar um carro e deu uma leve raspada na parede, coisa pouca, o suficiente para que o carro preto ficasse com a lata na cor branca. Fazer o quê, quem mandou deixar os outros manobrarem o carro.

Day 02 – Sábado

Apesar do olho gordo do pessoal que ficou secando, sábado amanheceu um dia fodásticamente bonito! O dia que qualquer um que está na praia sempre sonhou. E eu, claro, fiz minha parte, acordei cedo, abri minha latinha de cerveja, preparei um misto quente, afinal ninguém é de ferro né, e liguei o som pra acordar os últimos moradores que ainda dormiam. Com um dia daqueles, ficar na cama até as oito e meia da manhã era um pecado. Portanto todo mundo acordado!

Depois tomar mais algumas cervas e de dar um mergulho na piscina, bora pra praia.

Imagine o caos. 25 pessoas em volta de uma mesa e muita bebida alcoólica. Coitado do Carlão Carlão Carlão (foi assim que ele se apresentou), que era o nosso garçom no ótimo quiosque “Morada do Sol” e teve que nos aturar. Uma bela caminhada na praia, com direito a sentar na cadeira do salva vidas e depois tomar pito do salva vidas por sair gritando tubarão e fingir afogamento, pra descontrair e depois mais bebedeira. Bebedeira e brincadeiras de cachaceiros, como a do limão, utilizando o mega fone e muita, mas muita zoeira. Ao ponto de chamar atenção de quem estava ao lado, que vinha perguntar quem éramos, de onde viemos e por que tanta animação.

Mas o melhor do dia ainda estava por vir. Obviamente que em uma viagem a praia tem que ter alguma presepada né. Logo na chegada um cavalo conseguiu dobrar a chave do meu carro no meio. Ai, em pleno sabadão a tarde, vai o bocó aqui procurar um chaveiro. Antes precisava tirar uma grana. A missão: encontrar um caixa eletrônico e depois um chaveiro.

A minha lógica dizia que em uma orla daquele tamanho, com tantos estabelecimentos, deveria ter um caixa automático por perto. Ledo engano. Devo ter andando mais da metade da orla da praia da Enseada e nada. Pelo menos achei um lugar bacana pra comprar bugigangas, mas banco ou caixa que era bom, nada. A minha sorte foi que nesse bugigangódramo um senhor prestativo me deu uma boa dica de onde tirar dinheiro e achar um chaveiro. Depois de mais de uma hora de caminhada ele me diz: “é só andar um pouco mais pra frente (¬¬), e virar em direção a avenida principal…”. Sério, eu tive que ir na avenida principal pra achar um caixa e um chaveiro…fechado. FAIL. Pelo menos ele abriria no domingo, menos mal. Mais uma puta caminha da volta pra casa. Chegando lá dois amigos queriam comprar uma bugigangas, e adivinha? Lá fui eu de novo andar e gastar dinheiro. Até comprei um souvenir bem bacana pra aporrinhar meus amigos (depois posto uma foto aqui).

Saldo do dia: pés pegando fogo, tornozelo inchado, grande conhecimento geográfico da praia da Enseada e suas adjacências e uma havaianas nova. Pelo tanto que andei nem tive como ficar bêbado.

Day 03 – Domingo

Antes de relatar os fatos de domingo, cabe uma observação sobre a madrugada. Alguns colegas mais animados resolveram contemplar os moradores com bombas. Devidamente embriagados, explodiram bombas na sala, na cozinha e na porta de vários quartos. Cada bomba era um pulo da cama. Sorte de quem foi dormir totalmente bêbado e sequer ouviu as explosões.

Enfim, o domingo começou no mesmo pique de sábado. Acordar cedo, comer um misto quente e tomar uma. Pena que São Pedro não gosta de cenários repetidos e resolveu mandar uma chuva bem bacana, para alegria dos secadores de plantão. Mas isso não é problema quando se está em uma baita casa, com um freezer cheio de cerveja e muita carne para churrasco. Então mãos a obra. Começar a beber as oito horas da manhã tem suas vantagens. A noção de tempo fica completamente alterada e lá pelas onze da manhã a maioria do pessoal já estava embriagado, contando piadas velhas e comendo churrasco. Eu achava que já era de tarde e na verdade nem tinhámos passado do meio dia. O dia prometia e o  nosso nível etílico aumentava inversamente proporcional a quantidade de chuva.

Fato é que as pessoas só tem boas idéias depois de alcoolizadas. E depois de ingerir uma quantia considerável de álcool resolvemos botar a cascata da piscina pra funcionar. Por algum motivo desconhecido a maldita da cascata não funcionava. Seria preciso um voluntário para ir lá checar a razão do não funcionamento. Vocês têm três chances para acertar quem foi o voluntário…

Como vocês podem ver na imagem abaixo,  a tarefa não era nada fácil, ainda mais com a quantidade de álcool que eu havia consumido. Porém, macho que sou, aceitei o desafio.

Casa de Fim de Semana no Guarujá

Casa de Fim de Semana no Guarujá

Subi as escadas, fui pra sacada, passei por cima do parapeito e fiquei me segurando. Momentos de tensão, agora eu tinha que sair do parapeito e passar para o muro estreito. Claro que tonto, tal tarefa parecia muito simples. Só me esqueci (na verdade eu nem vi) que o muro tinha aqueles cacos de vidro quebrado.

Só percebi os cacos de vidro quando meu dedo mindinho já estava devidamente e profundamente lacerado. O corte foi tão fundo que no outro dia eu tive que tirar a areia de dentro do corte com um cortador de unha, me ferrei legal. Mas continuei firme e cheguei ao topo da cascata. Problema resolvido, pulei lá de cima mesmo para a piscina e continuei curtindo a vida. Assisti ao sagrado futebol dominical com o dedo ensanguentado e sujando a sala.

Por mais incrível que parece essa não foi a pior parte. Depois de continuar bebendo, o pessoal foi se arrumar para sair, pois a chuva já tinha passado. Nesse momento eu e uma amiga tivemos a brilhante idéia de mexer com um deles, que estava tomando banho, do lado de fora do banheiro. Depois de alguns gritos, apelidos carinhosos e chingamentos relativos a sua orientação sexual, demos alguns tapas no vidro pra chamar atenção desse amigo. Mas de repente, do nada, sou possuído pelo Ryu e dou um Hadouken perfeito, quebrando o vidro do banheiro! Joselito feelings! O cara tomou um susto de babaixo do chuveiro e a minha amiga ficou sem entender nada. Eu obviamente fudi minha mão com cortes. Eu  realmente estava inspirado nesse dia. E ainda tive que pagar o prejuízo do vidro quebrado, claro.

Depois disso ainda fomos andar na orla, compramos mai quinquilharias e paramos em um barzinho com um garçom hermafrodita cujo nome eu não me lembro se era Carlinhos, Samara ou Samanta e que não quis dar um selinho em um amigo meu.

A noite acabou com uma bela duma azia e eu com medo de me transformar em um dragão, tamanha era a sensação de que minha goéla estava pegando fogo. Confesso que fui fraco e tive que tomar leite, pra sanar o problema.

Ufa! Fim do terceiro dia!

Day 04 – Segunda

Acordei bem, me lembrando de como eu tinha conseguido aqueles cortes na mão e por que meu dedinho doía tanto. Como eu ia dirigir mais tarde, não bebi nada. O plano era sair de tarde para evitar trânsito, por isso fomos a praia de manhã e tomei um banho de mar pra me despedir. Os machucados do dia anterior nem doeram tanto assim na água salgada.

De volta pra casa, arrumamos as coisas, tomei um banho e estava pronto pra partir.

A viagem de volta só no próximo post.