Parcialidade: só se vê na glooobo!Parcialidade: só se vê na glooobo!

Ontem (11/11) foi dia de ver futebol na TV. Em campo o postulante ao título Palmeiras contra o desesperado e mui provavelmente já rebaixado Sport.

Jogo muito bom, com o Sport incrivelmente jogando bem e o Palmeiras tentando reverter o prejuízo.

Até que uma bola é alçada na área e o zagueiro do Palmeiras marca aos quarenta e tantos do segundo tempo o gol de empate da equipe verde.Eu, do conforto do meu lar, assistindo o jogo pela TV, não entendi nada. Cheguei até a dizer “putz tá empedido”, pois juro que ouvi um apito quando o cara dominou a bola dentro da área. Os outros jogadores pararam também.

Estava instalada a polêmica. Apitou ou não apitou?

O jogador do time de origens italianas de fato não estava em posição irregular, mas se o juizão apita, a jogada está parada.

Segue o jogo e o reporter que cobria o time do pernambucano explica para Clérber Machado que a reclamação dos jogadores era pelo fato do juiz ter apitado, parando a jogada, antes do arremate palmeirense. . A muito custo ele pergunta aos repórteres se ambos ouviram algo. Os dois negam. Pouco tempo depois porém, o reporter André Galindo diz ao narrador que a equipe de áudio, que fica posicionada atrás do gol, confirmava ter ouvido dois apitos antes da conclusão do atleta palestrino. Silêncio constrangedor no ar. Cléber Machado parece ignorar o fato e depois de quase um minuto em silêncio continua narrando o jogo como se a informação fosse irrelevante. E assim segue até o final do jogo, no melhor estilo “jhon the armless”. Fim de jogo, Sport rebaixado, Palmeiras ainda na briga, entrevistas e os jogadores rubronegros se dirigem ao árbitro para lhe dizer palavras amistosas e de carinho. Um pequeno quiprocó no gramado e na entrevista o jogador do Sport novamente cita o fato do juiz ter apitado parando o jogo antes da conclusão a gol do adversário.

Novamente Cléber “the armless” Machado e seu colega de transmissão, o impoluto e melhor árbitro de todos os tempos, Renato Marcilha nada comentam sobre o fato.
Na esperança de que algo fosse dito, ainda assisti ao tal de placar da rodada. E o filósofo narrador, num dos maiores migués que eu já vi, diz na maior cara de pau que os jogadores do Sport reclamaram de uma expulsão e de impedimento no momento do gol.

Entendam, o que eu estou contestando aqui não é a atuação do juíz que no geral foi muito boa, ou a confusão no momento do gol, que inclusive foi legal, apesar do juiz ter apitado. O problema todo está na cara de pau do narrador em ignorar um fato importante que aconteceu na partida e influenciou o resultado.
Não é possível que eu, cinco jogadores do Sport e dois técnicos de áudio da emissora estejamos loucos ou tenhamos usado lança perfume e começamos a ouvir apitos no momento do lance.

Lamental a postura do narrador e por consequência da emissora, ao ignorar este fato. Fica a sensação de que celeumas somente serão criados quando times que brigam pelo título forem prejudicados, como ocorreu semana passada com o mesmo Palmeiras e o apitador Simon. Onde estão as 498 câmeras de diferentes ângulos. No caso Simon foi feito até mesmo uma ánalise do momento em que o árbitro apita a suposta falta. Não seria possível fazer o mesmo com este lance de ontem?

Mas eu estou aprendendo com o Torú sobre teorias da conspiração e não acreditarei em nada que for mostrado hoje para contestar o caso, pois pra mim terá sido editado.

Postura ridícula de Cléber Machado e da Rede Globo. Transmissão totalmente parcial, favorecendo claramente o time mandante e postulante ao título.

Hoje não há como tirar a razão daqueles que execram a mídia do chamado eixo Rio-São Paulo.

Parcialidade: Só se vê na Globo!