Quando nós, eu e o Bodex, tivemos a idéia de criar um blog (quem teve a idéia foi o Bodex), nós tentamos vários modelos de blog e acabamos chegando ao que é hoje e assim como plataformas também testamos nomes diferentes, e como um nome simples ficamos com O Brejal.

Depois de uns meses de blog tentando encontrar uma imagem que pudesse representar o blog assim como muitos outros fazem acabei descobrindo acidentalmente que O Brejal era o nome de uma festa nordestina e também de um pássaro (preto e branco).

Tentei algumas vezes fazer um pássaro amigável e engraçado pra colocar na home mas nem sempre deu certo.

Dia desses eu vi um relacionamento interessante com a palavra brejal, no sentido de Cerveja, Breja, cervejal, brejal e por isso resolvi fazer este post pra expressar minha experiência com algumas cervejas com as quais tive a oportunidade de degustar nos ultimos dias.

Como alguns usuários antigos podem se lembrar certa vez eu fiz uma promoção com umas cervejas especiais da Bohemia que eu tinha comprado, e não sendo um bebedor de carteirinha com medo de as cervejas deteriorarem tive a idéia de dá-las aos leitores em uma promoção bem bacana.

Primeiramente vou falar da Cerveja Duvel.

cerveja belga duvel

A Cerveja Duvel é uma cerveja de origem belga, que se não fosse a minha irmã eu jamais teria a chance de prová-la (a minha irmão não mora na bélgica, mas sim no rio e que possui uma variedade de lojas especializadas em cervejas internacionais bem maior do que aki na cidadezinha que moro).

Devo dizer que é uma cerveja forte, e expessa – Quase uma vitamina (batida de frutas com leite), segundo um primo meu – ácida e com pedaços de lúpulo. Ao tomá-la você nota que é uma cerveja que ajuda na digestão. Boa mas é complicado de tomar uma garrafinha sozinho.

Outra que eu comprei é a Leffe.

cerveja ruim leffe

Devo dizer que é uma das piores cervejas que já tomei na vida.

Um gosto forte, amargo forte, que impreguina nas papilas degustativas, pesada e que dá trabalho para beber.

Talvez se deixar pra tomar depois de uma caixa de Brahma e estiver bem gelada não seja tão ruim.

Dia desses comprei a Amstel Pulse.

cerveja forte amstel pulse lager

Devo dizer que é uma cerveja média, não é tão leve quanto as nacionais nem tão pesada quanto uma Leffe, mas com um amargor forte, uma consistência também mais firme que o padrão das nacionais do Brasil. Não é carregada de álcool e dá pra beber várias em um churrasco.

No mesmo dia que comprei a cerveja Amstel Pulse, comprei também a Murphy’s Irish Stout.

cerveja choca irish stout

Bela embalagem, belo nome, já tinha tido a vontade de experimentar uma Stout, como não sou muito de sair nunca tive a chance, então tomei coragem e comprei.

Mais uma vez não é ruim como uma Leffe, não é amarga como as pretas do Brasil e se você tinha uma boa esperança não é uma cerveja excelente.

Começando do começo posso dizer que só quem já tomou uma cerveja choca, saberá o infortúnio que eu passei.

Pois é eu sou um burro que não consultou na internet antes de comprar, mas eu tava no supermercado vi elas ali bonitas na prateleira resolvi comprar. Sorte que só comprei uma, senão dinha jogado dinheiro no ralo.

Galera a cerveja não tem gás!

Estranho demais da conta, uma cerveja preta, com um nível de amargor muito baixo, notas de café e chocolate amargo, densa e cremosa mas que parece não gelar tão facilmente como as outras e acima de  tudo sem gás.

Parece que você está tomando um suco frio de cevada. Não gostei e ainda tive que jogar na pia.

Daí um ponto positivo, o que será aquela bolinha dentro da latinha? Como que ela foi parar la dentro?

Depois de pesquisar descobri que infelizmente a cerveja Stout é uma cerveja de carbonatação baixa e que quando colocada nas latas ela perde o gás carbônico muito facilmente, então o pessoal coloca a bolinha e na hora de tampar a lata a bolinha recebe uma carga de nitrogênio líquido que, no lacrar da lata, colocará pressão suficiente dentro da lata para impedir que o pouco gás carbônico se desprenda da cerveja durante o processo de armazenamento, venda, transporte e que quando você abrir na sua casa ainda tenha uma pequena quantidade de gás carbônico na cerveja Irish Stout da Murphy’s.

Seguindo em frente falarei da Cerveja Serra Malte.

cerveja de qualidade serra malte

Essa é do meu ponto de vista uma das melhores cervejas do Brasil.

Dá pra tomá-la, sozinha, como acompanhamento de churrasco, de pizza, de massas, no frio e no calor, em turma ou sozinho. É excelente e ponto.

Ela tem uma carbonatação das Pilsen, um sabor amargo frutado firme, uma baixa acidez que faz com que ela desça macia pela garganta, uma graduação alcoólica mais alta que as normais. Qualidades que a coloca do lado da Antarctica Original e da fórmula antiga da Bohêmia.

Em seguida temos a Cerveja Brahma que é pau pra toda obra.

cerveja brahma

Firme encorpada, um amargor superior ao das outras nacionais, que faz com que deixe um sabor marcante no paladar após cada golada. 24 garrafas não são o suficiente para derrubar o sujeito que pode estar na praia, na balada, no pagode, no carnaval, em casa, na rua, no bar, no futebol, com os amigos, com a dona onça, com os familiares ou sozinho.

Temos também a Cerveja Skol.

cerva popular skol

Segundo dados de fontes não tão confiáveis, a garota dos olhos da Ambev no Brasil.

Campeã nacional de vendas e de preferência do consumidor.

Uma cerva Pilsen, de leve amargor, sabor suave, que refresca e hidrata, a qual tomo desde que não tenha Brahma.

Tem propagandas voltadas mais ao público jovem que é no momento o grupo predominante no consumo brasileiro.

Boa, não é das mais baratas mas faz o principal que é refrescar.

Agora tem uma linha que eu não vou nem comentar, porque não vale o esforço, começando com Kaiser, Bavária, Antarctica, Bohêmia, Itaipava, Conti, Fass, Krill…

Ainda tenho esperanças de provar uma tal de Cerveja Colorado em todas as suas versões, umas artesanais (caseiras) que o pessoal aqui da cidade vem tentando elaborar.

Não comentei da Devassa pois não tenho dados quantitativos e qualitativos que possam embasar um parecer.